quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gosto de animais...

...e eles costumam  gostar de mim. Não, não sou daqueles que se organizam em associações e para os quais a vida dos animais parece valer mais do que a humana. Gosto de animais e pronto.

Dos gatos admiro-lhes o porte -é difícil apanhar um gato numa pose que não seja elegante e harmoniosa- o instinto, a independência e aquela aura de mistério que emanam quando olham para nós fixamente. O olhar dos deuses para os egípcios.

Anorexia vegetal

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sobre o tempo

Cortar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

Carlos Drumond de  Andrade

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...

É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...

Fernando Pessoa

terça-feira, 28 de abril de 2009

Serviço bem feito

É nestes "pequenos" detalhes que nós percebemos até onde vai o laxismo e a incompetência que parece estar em todo o lado.
Este "mimoso" pormenor está na fachada Norte do hospital de S. João, no Porto. O mais engraçado é que e ao mesmo tempo que  no acesso da entrada principal existe um sistema de segurança com sensores e tudo, estas tubagens estáo acessíveis a qualquer um que passe na rua.
E isto para não falar na parte estética da questão, que para isso teria de começar pelo "mamarracho" posto ao lado do edifício original.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

bem equipado

Paulo, já percebi que és um fã dos 2CV, mas equipado como este...
A mim puxa-me mais para os "carochas" ou os "pão de forma", se calhar porque já tive um a que associo muito bons momentos. Outros tempos...

domingo, 26 de abril de 2009

Dois cavalos

Deixaram de ser produzidos há uns anos mas ainda circulam por aí.



sábado, 25 de abril de 2009

Viela de duas caras

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Mesa posta

Prato do dia: este magnífico cenário, grátis. Aproveitem!

Canon EOS3
Sigma 17.35

Estaleiro em Gaia

Canon EOS3
Canon EF 28.85

Fico mais descansado

Canon EOS3
Sigma 17.35

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Bairro IGNEZ


Nikon F3HP
Nikkor 35-105
Rollei retro 100

antigo convento de Monchique

Nikon F3HP
Nikkor 35-105
Rollei retro 100

domingo, 19 de abril de 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Roupa a secar

É engraçado o facto de um simples estendal com roupa me fazer sentir que há vida por aqui, daquelas sem pretenciosismos ou falsos pudores. Sim, poque mostrar a roupa num estendal é mostrar um bocado da nossa vida íntima.


quarta-feira, 15 de abril de 2009

sábado, 11 de abril de 2009

Retrato



Nikon F3HP
Nikkor 50mm f:2.0

O Douro em contraluz


Subida dura


sexta-feira, 10 de abril de 2009

A beleza honesta e crua dos materiais antigos


Deserto

Sempre que por aqui passo fica-me a ideia de que este espaço mais não é do que uma enorme conduta técnica acima do metro e que dá jeito para os eventos de carácter duvidoso que a Câmara tanto gosta. Uma coisa é certa, um lugar aprazível para se estar ou passear não é de certeza, o que me causa uma sensação de perda muito grande.

o pilar


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Estão a mexer na ponte




"paranoicas"

Estes malfadados discos brancos estão a tomar conta da imagem que temos destas fachadas onde a roupa a secar era o padrão dominante. Sinais dos tempos mas também das vontades.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

vista do Porto


Todos bons rapazes, mas...

Tive algumas dúvidas em falar sobre esta fotografia, mas a verdade é que ela tem uma história, que se resume a isto: este jovem que pacificamente areja os pés em pose inofensiva, tinha acabado de, juntamente com outros três de idade semelhante, proferir ameaças contra a minha integridade física, para além de alguns insultos, só pelo simples facto de ter apontado a máquina para o local onde estavam reunidos. Como eu não dei sinais de lhes fazer a vontade e fugir, avançaram para mim e o desfecho teria sido diferente náo fora a intervenção de uns operários que ali estavam e que dispersaram o grupo. Não sei se estavam a fazer algo ilícito, ou se foi apenas uma fanfarronice, uma espécie de divertimento. O certo é que andar inocentemente pelas ruas a tirar fotografias parece poder transformar-se numa situação menos pacífica e infelizmente até por rapazes tão novos. Eu sei, nada que não seja conhecido, mas por ter sido comigo, essa realidade ganhou outra dimensão.
É claro que vou continuar a andar pelos mesmos sítios e a tirar fotografias só que um bocadinho mais atento ao que se passa à minha volta.


Palácio do Freixo

Aquilo que se pode ver, porque ao fim de tantos anos de obras, o dito continua inacessível ao comum dos mortais.
Não consigo deixar de me surpreender com o facto de nas obras públicas não haver prazos para cumprir, orçamentos rigorosos que impeçam as tão opurtunas derrapagens nem responsáeis a quem imputar incumprimento contractual ou negligência(onde está a fiscalização paga a peso de ouro?). Nas obras particulares o não cumprimento de prazos ou alterações dos projectos implica pesadas multas que ninguém quer pagar. A questão aqui é que o dinheiro das obras públicas vem dos contribuintes ou da CEE, o que é entendido como se não tivesse dono e por isso o que "toda a gente" faz é aproveitar o melhor que pode, e viva Portugal.


Marina do Freixo


sexta-feira, 3 de abril de 2009

A balança da justiça

A "balança da justiça" tal como geralmente a vemos representada é aquela de dois pratos, num dos quais se colocavam os delitos ou crimes cometidos e no outro as atenuantes ou ações abonatórias. O castigo seria tanto maior quanto maior a diferença a favor do primeiro prato. Esta diferença era indicada pelo "fiel" (curioso e significativo nome). O importante era que tanto o crime como as atenuantes, ou seja, aquilo que era entendido como tal, eram postos aos olhos de todos e o resultado da pesagem não oferecia dúvidas. A transparência da justiça.
Hoje em dia, e tal como com a justiça actual, a balança só tem um prato e auilo que se obtem é algo que é indicado por um mecanismo no qual temos que confiar, mesmo não entendendo o seu funcionamento ou seja garantido que esteja devidamente afinado, tal como a balança da foto.